segunda-feira, 17 de maio de 2010

PORTIFOLIO












Editorial no MUBE
Produção: Michele Gomes, Patricia Gimenez, Rodrigo Paiva.
Fotos: Marcelo Khan

PORTIFOLIO

*Indiana - Marker, lápis de cor e pastel seco sobre Canson 140g.




















*Dama do Cinema Mudo - Croqui (Marker sobre Canson 140g) e resultado final do figurino.











Ilustrações para figurinos de Carnaval.


PORTIFOLIO



*Marie Antoinette - Ecoline sobre Canson 160g Aquarella.

*Espanhola - Ecoline sobre Canson 160g Aquarella.

Ilustrações de figurinos.

PORTIFOLIO

*Gwen's Portrait - Lápis de cor, pastel seco e caneta metal sobre Canson 140g.

*Beachwear - Marker e lápis de cor sobre Canson 140g.
*Gaultier W/F 08 - Marker e pastel seco sobre Canson 140g.
* Green dress - Marker, lápis de cor sobre Canson 140g.


Ilustrações diversas técnicas.

terça-feira, 9 de março de 2010

*criação de Poiret



Uau! Desta vez me superei. Meses reais sem dar as caras (palavras) por aqui. Final de ano, final de semestre, festas, férias, carnaval. Tudo contribui para que você desapareça. Mas, agora que o ano começou realmente na terra Brazillis, mão na massa, porque esse ano promete. E muito. Finalmente venho tratar do meu temido e famigerado TCC. Sim, ele chegou. Com força, assustando, mas, de certa forma pensar que ainda tenho um ano me conforta um pouco. Um pouco. Bom, como um dos propósitos do blog era justamente servir de diário virtual para minhas pesquisas e trabalhos, o TCC não poderia ficar por menos. Afinal, trata-se de uma das maiores realizações da minha vida, que apenas está começando. Enfim. Chega de tra-la-lá e vamos ao que interessa. Conforme a orientação de meus professores, escolher um tema livre é uma faca de dois gumes. Tanta liberdade parece fácil, mas pelo contrário, acaba por assustando e gerando o medo do erro. No meu caso, tinha tudo mais ou menos esquematizado, desde o ano passado, mas as coisas se modificam, claro. Quebrei a cabeça em diversos temas, mas por fim acabei em um que realmente já havia cogitado antes (até mesmo postado por aqui anteriormente): o gênio Paul Poiret. Sim, ele mesmo. O grande designer do começo do século XX, responsável por moldar a silhueta da mulher deste século. Perante minhas pesquisas, vou colocar aqui pontos sobre sua vida, seu trabalho, influências e claro, destrinchar o seu processo de criação. Processos esse que mostra o vanguardismo de um singelo empregado de uma fábrica de guarda-chuvas, que simplesmente trabalhou com nomes como Worth e Doucet. Sua visão ainda apontava para o que no futuro, seria o ganha pão de muitos estilistas e caracterizariam o englobamento do Design Total, ou seja, a preocupação não só em produzir roupas, mas produzir conceitos de design aplicáveis a todos os seus ramos, seja ele gráfico, produto ou mesmo automobilístico. A criação da marca de moda, como conhecemos hoje, também deve-se ao olhar intuitivo e audacioso desse mestre. Bom, nao vou soltar muita informação de uma vez só, senão perde a graça do negócio. No proximo post, me dedido a explicar a estutura de um TCC de Moda, e ainda se der, introduzir a biografia de Poiret. É. Trabalho só começando.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jeans que é bom....




Depois de tantos séculos, eis que retorno. Não... não me esqueci daqui, apenas estou atolado de coisas pra fazer. Esse último mês, realmente, foi puxado. Ainda bem. Muito trabalho, faculdade, tudo junto e ao mesmo tempo. Bom, neste post vou me dedicar ao meu ganha pão. O Jeans. Ele, tão simples, porém tão complexo, peça a qual ninguém consegue se desvencilhar. E como é confortável! Trabalhando em uma marca de jeans, comecei a mergulhar neste universo, que muitas vezes é deixado de lado, por ser algo que não é considerado autoral - autoral no caso é algo que está correlacionado à livre criação. O mercado não é tão maleável assim. Por isso, dentro de uma marca, é necessário correr por diversos caminhos até o público. Isso inclui desde o jeans 'basicão' até mesmo o 'premium', sem falar nos intermediários. Mas isso nem é preciso entrar em tantos detalhes, pois cada consumidor - no meu caso, de atacado - sabe muito bem o público que atende. E vai dele, saber o que comprar e como comprar. Mas, há de se pensar na qualidade e acima disso na confortabilidade de se vestir um jeans, portanto a modelagem é essencial. Presencio de perto, todos os dias, como é difícil a vida de um(a) modelista. Eles realmente são mestres, sem eles nao adianta comandar um monte de piloteiras e dizer simplesmente: "costurem!". Sem falar que são os tradutores dos estilistas, cuja função é trazer o novo - ou não - para conquistar a atenção dos consumidores. Falando um pouco dos tão falados estilistas, são figuras fantásticas, pelo menos com os que convivo. Aprendo algo novo a cada dia. Dois grandes nomes do mercado que me impressionam pela capacidade criativa e de assimilação de um fluxo enorme de peças. Peças essas que devem ser coordenadas, - dae entro eu e minha chefe - para que tudo saia dentro dos conformes, com os devidos aviamentos, aplicações, artes gráficas, tecidos, enfim, toda a finalização. É fantástico flutuar por esse universo e perceber que aquele jeans que você, ao olhar numa vitrine, acha tão 'simples', mas que na verdade envolve uma produção enorme. Que por sua vez emprega centenas de pessoas a cada dia, que acabam por levar a renda e consumir, fechando assim o ciclo. Então pessoas, quando olharem algum jeans por aí, tentem imaginar o universo que existe dentro desta peça que foi uma bandeira de liberdade de expressão, levando à incorporação e sinônimo de vestimenta básica no século XXI.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Orgulho e nenhum preconceito

*um dos figurinos desenvolvidos para o carnaval de 2009


Mais uma vez, demorei mas voltei. Mas também com boa justificativa: trabalhando muito. É o que dizem (pelo menos ouvi em um filme outra vez), "quando sua vida pessoal estiver por um fio, avise-me de sua promoção". De certa forma faz sentido. Será que realização pessoal e profissional não podem andar juntas? Enfim. Sou da teoria das 3 tentativas e uma já se foi. Entao faltam apenas duas pra comprovar a hipótese - nada de negativismo. Deixando essas questões de lado, quero tratar nesse post de um tema visto com muito preconceito no universo da Moda: CARNAVAL. Sim, torcem o nariz quando ouvem algo relacionado a isso, mas eu vejo por outro ângulo. Sempre tive muito contato com o mundo do carnaval, pois venho do interior, de uma cidade onde essa festa reina há quase 100 anos. Assim, vejo nada mais que uma tradição, uma livre expressão de criatividade, em que tudo é válido. Adoro o carnaval de rua (desfile em si) pois não há nada mais instigante, pra mim, do que o desafio de destrinchar um tema e expô-lo ao público. Eis que fui convidado pela diretoria de uma escola de samba do interior de MG (após ter feito um pequeno trabalho do carnaval de 2009), a desenvolver o enredo e alegorias do carnaval de 2010. Fiquei extremamente feliz com o desafio e como simplesmente sou fascinado por história, debrucei-me em pesquisas e mais pesquisas. E não é que tudo caminhou de forma fantástica? Em dois meses estava com a pesquisa, enredo e alegorias todas esquematizadas. Ontem aconteceu a apresentação à diretoria e todos aceitaram com satisfação. Fiquei muito feliz e realizado. Porém, isso é só uma parte do trabalho, já que a execução começa daqui pra frente - e claro que a supervisão de tudo passa pelas minhas mãos, pura responsabilidade. Voltando à questão do preconceito, acredito que quem se encontra nessa visão errônea, não entende o verdadeiro significado desse trabalho fantástico. A possibilidade de criar um universo a parte, que é a vida de muitas pessoas, que é a paixão de tantas outras, que simplesmente toma vida nas duas horas em que o desfile acontece e justifica todo o esforço, suor e sangue doado pra se colocar um carnaval na rua. Há quem não goste, isso é fato. Cada um com seu gosto, porém sem desmerecer o trabalho alheio. Acredito no respeito, acima de tudo. Estou aprendendo a entrar no lado profissional da vida - finalmente.